Músicos portugueses e espanhóis participam hoje num concerto de homenagem aos 80 anos do nascimento de Zeca Afonso, organizado pela associação A Gentalha do Pichel, de Santiago de Compostela (Galiza, Espanha)
O concerto, Traz um amigo também, contará com a participação de vários músicas que partilharam palcos com a voz mais famosa da canção de intervenção portuguesa, entre eles Xico de Carinho, que tocará com o seu grupo Na Virada, Luis Almeida, Juan Guitián, Arturo Regueira e Antom Labranha.
Participam ainda os músicos Uxía Senlle, José Pumar, e Benedito de Voces Ceibes.
Eduardo Maragoto, da associação que promove o concerto, explica que se trata de mais uma iniciativa no âmbito de encontros «entre a Galiza e os demais países de língua lusófona».
Maragoto explicou ainda que a associação galega tem vindo a colaborar cada vez mais com a Associação José Afonso, no intuito de «actualizar a vida e a obra do Zeca» que «sempre manteve uma relação especial com a Galiza e com a luta anti-fascista, dos dois lados do rio Minho».
Foi aliás em Santiago de Compostela, na praça do Burgo das Nações, onde Zeca cantou em público pela primeira vez, a 10 de Maio de 1972, a sua canção mais mediatiza, Grândola Vila Morena
«O Zeca estava muito vinculado à Galiza e muito comprometido com a causa galega», disse Maragoto que explicou que o músico incorporou vários temas tradicionais desta região espanhola no seu reportório.
Fonte: Jornal Sol
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
Obra na fábrica da La Seda em Sines só será retomada em Novembro
As obras de conclusão da fábrica da La Seda em Sines não serão retomadas antes de Novembro, apesar de o reinício dos trabalhos ter sido agendado para hoje. O atraso deve-se ao facto de a maior parte dos bancos credores do grupo catalão ainda não se terem pronunciado sobre o plano de reestruturação da empresa, o que terá que acontecer até 4 de Novembro.Para a primeira semana do próximo mês está também agendado o reinício da construção da unidade de produção de matéria-prima para o fabrico de plástico (PTA). Fonte oficial da Artenius Sines, responsável pelo projecto da La Seda em Portugal, revelou ao Negócios que a obra será retomada no próximo dia 2. Já amanhã começarão a ter lugar reuniões com empreiteiros e outros fornecedores, tendo em vista a preparação do regresso aos trabalhos.
Fonte: Jornal de Negócios
Fonte: Jornal de Negócios
sábado, 3 de Outubro de 2009
CONHECER O SEU REAL VALOR
No próximo dia 11 de Outubro nós, os Sineenses vamos ter a oportunidade de poder escolher o próximo Presidente de Câmara Municipal.
A candidatura do Partido Socialista e o seu Programa “Por um Projecto com Futuro” liderado pelo Idalino José é sem duvida a que pode criar melhores condições de vida aos Sineenses, assim como promover um desenvolvimento sustentado do concelho, em prol do progresso e modernização de Sines.
Nós temos o PODER de mudar.
Hoje, encontrei na minha estante um livro de Og Mandino que tinha lido há muito tempo, que me chamou á atenção, face ao tempo que estamos a viver ao seja a campanha eleitoral autárquica.
Quinto capítulo:
“Desde o inicio dos tempos que os sábios nos dizem que tudo o que conseguimos ou não conseguimos alcançar é o resultado directo do modo como pensamos – sobre as nossas capacidades, a coragem que temos e o nosso potencial.
James Allen defende que os pensamentos positivos dão bons frutos e os negativos dão maus frutos.
O sábio romano Marco Aurélio afirmou que a vida é aquilo que dela fazem os nossos pensamentos. Sejam bons ou maus. De infelicidade ou de alegria. Triunfantes ou sem esperança.
Buda ainda afirmava com maior veemência: «O que somos é o resultado daquilo que pensamos. A mente é tudo. Tornamo-nos naquilo em que pensamos.»
Seja o que for que o leitor escolha chamar-lhe, os pensamentos positivos são produtivos e os negativos criam obstáculos e destroem.
Se acreditar nesses homens tão sábios, então saberá que se o leitor se denegrir a si próprio e aos seus talentos, está destinado ao fracasso. Se o leitor menosprezar as suas capacidades, os seus antecedentes ou os seus conhecimentos, o mundo adoptará a sua avaliação e você terá pela frente um triste futuro que não merece. Já chega! Deixe de ser negativo nos seus pensamentos e acções. Ouça o que lhe digo. O problema é que o leitor não sabe como é bom! Sim, você que está aí sentado com pena de si mesmo… é muito parecido com um pato que temos no quintal. Na altura em que Matt estava na escola secundária, uma tarde chegou a casa com uma caixa de sapatos com buracos na tampa. Lá dentro estava um patinho amarelo, traquina e barulhento. Tinham chocado o pequenote na aula de biologia, cuidaram dele durante várias semanas e depois fizeram um sorteio e o meu filho ganhou o pato, o que, tanto Bette como eu, pensámos que era mesmo o que nos faltava.
Um pai relutante foi com o seu ansioso filho a uma empresa madeireira, compraram algumas tábuas de madeira e, no canto do nosso quintal murado, o Matt construiu uma linda casa para patos, que pintou de branco. Depois, por cima da entrada em arco escreveu a vermelho DISCO. O pato Disco! De seguida comprámos um rolo de tela de arame com dois centímetros e meio de largura e construímos uma espécie de curral à volta da cabana para que o novo membro da nossa família não se pusesse a vaguear e se perdesse.
O Disco já vive connosco há mais de doze anos. Ele/ela (?) tornou-se um exemplar muito grande e bonito e, claro, como Matt já está casado e a viver noutro sítio, aposto que o leitor consegue adivinhar quem toma conta do animal.
Um dos erros que cometemos, nesta questão do Disco, foi construir a pequena residência e creio mesmo do lado de fora do nosso quarto. Ultimamente, disco tem-se levantado antes do sol nascer e põe-se a granar, com muito poucas pausas, ao longo do dia. Alto! Como ele nunca tinha agido assim antes, a não ser para assustar o gato do vizinho, eu e Bette chegámos à conclusão de que há algo que anda a deixar Disco muito preocupado. Já não é feliz. Ou a comida que lhe dou é repugnante, ou não lhe mudo a água do seu pequeno tanque raso vezes suficientes, ou talvez a palha que ele tem na cabana esteja húmida e precise de ser trocada ou retirada. Quem sabe? Já tentei de tudo para o fazer sentir-se outra vez seguro e feliz, mas ele ainda se faz ouvir, áspera e constante.
Disco tem de facto um problema, percebe? Eu apostaria que é o mesmo que o leitor tem. Sim o leitor! Nem Disco nem o leitor se dão conta do seu real valor próprio. Disco não faz ideia de que, se está descontente com as suas condições de vida, pode fazer mais do que sentir pena de si próprio. Ele tem o poder de alterar essas condições em vez de se limitar a queixar-se delas.
Se Disco quiser, de facto, alterar as suas condições de vida, pode fazê-lo sempre que assim decidir. É simples. Tudo o que tem de fazer é erguer as suas asitas, batê-las para cima e para baixo… e partir. Mas sabe, leitor, o coitado do Disco não conhece o seu real valor. Não sabe que pode voar… e você também não!”
A candidatura do Partido Socialista e o seu Programa “Por um Projecto com Futuro” liderado pelo Idalino José é sem duvida a que pode criar melhores condições de vida aos Sineenses, assim como promover um desenvolvimento sustentado do concelho, em prol do progresso e modernização de Sines.
Nós temos o PODER de mudar.
Hoje, encontrei na minha estante um livro de Og Mandino que tinha lido há muito tempo, que me chamou á atenção, face ao tempo que estamos a viver ao seja a campanha eleitoral autárquica.
Quinto capítulo:
“Desde o inicio dos tempos que os sábios nos dizem que tudo o que conseguimos ou não conseguimos alcançar é o resultado directo do modo como pensamos – sobre as nossas capacidades, a coragem que temos e o nosso potencial.
James Allen defende que os pensamentos positivos dão bons frutos e os negativos dão maus frutos.
O sábio romano Marco Aurélio afirmou que a vida é aquilo que dela fazem os nossos pensamentos. Sejam bons ou maus. De infelicidade ou de alegria. Triunfantes ou sem esperança.
Buda ainda afirmava com maior veemência: «O que somos é o resultado daquilo que pensamos. A mente é tudo. Tornamo-nos naquilo em que pensamos.»
Seja o que for que o leitor escolha chamar-lhe, os pensamentos positivos são produtivos e os negativos criam obstáculos e destroem.
Se acreditar nesses homens tão sábios, então saberá que se o leitor se denegrir a si próprio e aos seus talentos, está destinado ao fracasso. Se o leitor menosprezar as suas capacidades, os seus antecedentes ou os seus conhecimentos, o mundo adoptará a sua avaliação e você terá pela frente um triste futuro que não merece. Já chega! Deixe de ser negativo nos seus pensamentos e acções. Ouça o que lhe digo. O problema é que o leitor não sabe como é bom! Sim, você que está aí sentado com pena de si mesmo… é muito parecido com um pato que temos no quintal. Na altura em que Matt estava na escola secundária, uma tarde chegou a casa com uma caixa de sapatos com buracos na tampa. Lá dentro estava um patinho amarelo, traquina e barulhento. Tinham chocado o pequenote na aula de biologia, cuidaram dele durante várias semanas e depois fizeram um sorteio e o meu filho ganhou o pato, o que, tanto Bette como eu, pensámos que era mesmo o que nos faltava.
Um pai relutante foi com o seu ansioso filho a uma empresa madeireira, compraram algumas tábuas de madeira e, no canto do nosso quintal murado, o Matt construiu uma linda casa para patos, que pintou de branco. Depois, por cima da entrada em arco escreveu a vermelho DISCO. O pato Disco! De seguida comprámos um rolo de tela de arame com dois centímetros e meio de largura e construímos uma espécie de curral à volta da cabana para que o novo membro da nossa família não se pusesse a vaguear e se perdesse.
O Disco já vive connosco há mais de doze anos. Ele/ela (?) tornou-se um exemplar muito grande e bonito e, claro, como Matt já está casado e a viver noutro sítio, aposto que o leitor consegue adivinhar quem toma conta do animal.
Um dos erros que cometemos, nesta questão do Disco, foi construir a pequena residência e creio mesmo do lado de fora do nosso quarto. Ultimamente, disco tem-se levantado antes do sol nascer e põe-se a granar, com muito poucas pausas, ao longo do dia. Alto! Como ele nunca tinha agido assim antes, a não ser para assustar o gato do vizinho, eu e Bette chegámos à conclusão de que há algo que anda a deixar Disco muito preocupado. Já não é feliz. Ou a comida que lhe dou é repugnante, ou não lhe mudo a água do seu pequeno tanque raso vezes suficientes, ou talvez a palha que ele tem na cabana esteja húmida e precise de ser trocada ou retirada. Quem sabe? Já tentei de tudo para o fazer sentir-se outra vez seguro e feliz, mas ele ainda se faz ouvir, áspera e constante.
Disco tem de facto um problema, percebe? Eu apostaria que é o mesmo que o leitor tem. Sim o leitor! Nem Disco nem o leitor se dão conta do seu real valor próprio. Disco não faz ideia de que, se está descontente com as suas condições de vida, pode fazer mais do que sentir pena de si próprio. Ele tem o poder de alterar essas condições em vez de se limitar a queixar-se delas.
Se Disco quiser, de facto, alterar as suas condições de vida, pode fazê-lo sempre que assim decidir. É simples. Tudo o que tem de fazer é erguer as suas asitas, batê-las para cima e para baixo… e partir. Mas sabe, leitor, o coitado do Disco não conhece o seu real valor. Não sabe que pode voar… e você também não!”
quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
Falar sem dizer nada
Presidente da República, Cavaco Silva, falou ontem ao País. Não esclareceu nada do que era essencial esclarecer (se desconfia ou não de que a Presidência andou a ser "espiada" por elementos do gabinete de José Sócrates, como o Público noticiou no passado dia 18 de Agosto) e atirou mais lenha para a fogueira da guerra política com "o partido do Governo
Cavaco Silva resguardou-se no simbolismo do seu cargo para ser ambíguo no que era importante e até fazer demagogia.
A ambiguidade esteve na forma como disse que não se revia nas informações passadas por Fernando Lima. "Só o Presidente fala em nome dele", afirmou, relembrando o carácter unipessoal do seu cargo. Cavaco Silva não foi capaz de ser directo (quanto à matéria de facto), não esclareceu se o assessor continua ou não a trabalhar em Belém (apenas reconheceu "alterações na Casa Civil"), e até informou os portugueses de que acha normal que um trabalhador do Palácio de Belém não só se interrogue em público (e na qualidade de membro da Casa Civil, permitindo esta atribuição), em conversa com um jornalista, sobre qualquer matéria, como até aponte actos ilícitos ao gabinete do primeiro-ministro! "Onde está o crime?", perguntou um indignado Cavaco Silva. Ou seja, uma insensatez que não seria perdoada em qualquer democracia mundial, em Portugal é não só possível como pode ser vista como um direito de cidadania. Absolutamente inesperado.
A demagogia esteve à vista no caso do e-mail, há poucos dias divulgado pelo Diário de Notícias. Primeiro disse que tinha dúvidas quanto à veracidade das afirmações nele contidas (coisa que só Fernando Lima e o jornalista do Público podem um dia esclarecer, se quiserem) e a seguir serviu-se desse mesmo e-mail para falar da segurança das comunicações na Presidência. Como se uma coisa tivesse a ver com a outra! É lamentável que o mais alto magistrado da Nação possa atrever-se a tentar jogar com a possível ignorância das pessoas, quanto ao processo ou quanto aos saberes, para fazer valer as suas necessidades políticas. Ou seja, quando se esperava, por declarações recentes, que o PR estivesse preocupado com questões importantes de Estado, ligadas a eventuais escutas ou, pelo menos, de coordenação do SIRP e do trabalho do secretário-geral de Segurança Interna, Cavaco Silva mostrou precisar de um antivírus no seu computador. Se o problema era esse, o informático deveria ter sido chamado há mais tempo, e não só ontem, sem dúvida, para lhe resolver "as vulnerabilidades" na máquina que motivaram o irónico fim da reacção oficial do PS, lida por Pedro Silva Pereira.
Não há memória de um discurso tão pobre de um Presidente da República Portuguesa.
Cavaco Silva fez o pleno das críticas logo a seguir em todos os canais de televisão e fragilizou-se ainda mais. Bem pode dizer que "Portugal está primeiro" e tentar justificar-se que não consegue iludir o essencial: esta polémica resulta apenas de o PR não ser capaz de desfazer sem tibiezas nem artifícios um problema montado por um dos seus assessores que depois mudou de lugar, mas não foi deixado cair. Isso está à vista de toda a gente.
Nesta conjuntura, com um Governo provavelmente minoritário e um PR em crise de credibilidade, incapaz de assumir os erros, Portugal não está bem. José Sócrates ficou com uma enorme vantagem de capital pessoal e político para gerir no imediato sem o contraponto que um Presidente de todos os portugueses poderia, e deveria, estabelecer. Cavaco Silva vai perceber isso nos dois anos que lhe restam de mandato. E, entretanto, também vai ter de pensar se tem condições para se recandidatar.
Fonte: Editorial – Diário de Noticias
Cavaco Silva resguardou-se no simbolismo do seu cargo para ser ambíguo no que era importante e até fazer demagogia.
A ambiguidade esteve na forma como disse que não se revia nas informações passadas por Fernando Lima. "Só o Presidente fala em nome dele", afirmou, relembrando o carácter unipessoal do seu cargo. Cavaco Silva não foi capaz de ser directo (quanto à matéria de facto), não esclareceu se o assessor continua ou não a trabalhar em Belém (apenas reconheceu "alterações na Casa Civil"), e até informou os portugueses de que acha normal que um trabalhador do Palácio de Belém não só se interrogue em público (e na qualidade de membro da Casa Civil, permitindo esta atribuição), em conversa com um jornalista, sobre qualquer matéria, como até aponte actos ilícitos ao gabinete do primeiro-ministro! "Onde está o crime?", perguntou um indignado Cavaco Silva. Ou seja, uma insensatez que não seria perdoada em qualquer democracia mundial, em Portugal é não só possível como pode ser vista como um direito de cidadania. Absolutamente inesperado.
A demagogia esteve à vista no caso do e-mail, há poucos dias divulgado pelo Diário de Notícias. Primeiro disse que tinha dúvidas quanto à veracidade das afirmações nele contidas (coisa que só Fernando Lima e o jornalista do Público podem um dia esclarecer, se quiserem) e a seguir serviu-se desse mesmo e-mail para falar da segurança das comunicações na Presidência. Como se uma coisa tivesse a ver com a outra! É lamentável que o mais alto magistrado da Nação possa atrever-se a tentar jogar com a possível ignorância das pessoas, quanto ao processo ou quanto aos saberes, para fazer valer as suas necessidades políticas. Ou seja, quando se esperava, por declarações recentes, que o PR estivesse preocupado com questões importantes de Estado, ligadas a eventuais escutas ou, pelo menos, de coordenação do SIRP e do trabalho do secretário-geral de Segurança Interna, Cavaco Silva mostrou precisar de um antivírus no seu computador. Se o problema era esse, o informático deveria ter sido chamado há mais tempo, e não só ontem, sem dúvida, para lhe resolver "as vulnerabilidades" na máquina que motivaram o irónico fim da reacção oficial do PS, lida por Pedro Silva Pereira.
Não há memória de um discurso tão pobre de um Presidente da República Portuguesa.
Cavaco Silva fez o pleno das críticas logo a seguir em todos os canais de televisão e fragilizou-se ainda mais. Bem pode dizer que "Portugal está primeiro" e tentar justificar-se que não consegue iludir o essencial: esta polémica resulta apenas de o PR não ser capaz de desfazer sem tibiezas nem artifícios um problema montado por um dos seus assessores que depois mudou de lugar, mas não foi deixado cair. Isso está à vista de toda a gente.
Nesta conjuntura, com um Governo provavelmente minoritário e um PR em crise de credibilidade, incapaz de assumir os erros, Portugal não está bem. José Sócrates ficou com uma enorme vantagem de capital pessoal e político para gerir no imediato sem o contraponto que um Presidente de todos os portugueses poderia, e deveria, estabelecer. Cavaco Silva vai perceber isso nos dois anos que lhe restam de mandato. E, entretanto, também vai ter de pensar se tem condições para se recandidatar.
Fonte: Editorial – Diário de Noticias
segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
BA Vidro deverá entrar no capital da La Seda
A BA Vidro, empresa presidida por Carlos Moreira da Silva, será o novo accionista da La Seda de Barcelona, segundo avança o jornal espanhol "Expansión" na sua edição "online", referindo que a empresa química, que tem na sua estrutura a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a Imatosgil, deverá em breve comunicar ao mercado a entrada do novo parceiro.
A BA Vidro, empresa presidida por Carlos Moreira da Silva, será o novo accionista da La Seda de Barcelona, segundo avança o jornal espanhol “Expansión” na sua edição ‘online’, referindo que a empresa química, que tem na sua estrutura a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a Imatosgil, deverá em breve comunicar ao mercado a entrada do novo parceiro.
A BA Vidro terá uma participação “relevante”, mas minoritária, segundo a mesma fonte. Carlos Moreira da Silva é desde há alguns meses um dos administradores da La Seda, pelo que antes de a sua empresa vidreira entrar na La Seda já teve oportunidade de conhecer o grupo químico espanhol.O “Expansión” revela hoje que a La Seda já chegou a um princípio de acordo com os bancos credores para o refinanciamento de parte da dívida da La Seda, que ascende a 868 milhões de euros. Pelo menos uma tranche de 150 milhões já foi alvo de acordo, envolvendo instituições como o HSBC, BPI e CGD. A BA Vidro, que tem seis fábricas, deverá entrar na La Seda por via de um aumento de capital da companhia catalã no valor de 150 milhões de euros
Fonte: Jornal de Negócios
A BA Vidro, empresa presidida por Carlos Moreira da Silva, será o novo accionista da La Seda de Barcelona, segundo avança o jornal espanhol “Expansión” na sua edição ‘online’, referindo que a empresa química, que tem na sua estrutura a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a Imatosgil, deverá em breve comunicar ao mercado a entrada do novo parceiro.
A BA Vidro terá uma participação “relevante”, mas minoritária, segundo a mesma fonte. Carlos Moreira da Silva é desde há alguns meses um dos administradores da La Seda, pelo que antes de a sua empresa vidreira entrar na La Seda já teve oportunidade de conhecer o grupo químico espanhol.O “Expansión” revela hoje que a La Seda já chegou a um princípio de acordo com os bancos credores para o refinanciamento de parte da dívida da La Seda, que ascende a 868 milhões de euros. Pelo menos uma tranche de 150 milhões já foi alvo de acordo, envolvendo instituições como o HSBC, BPI e CGD. A BA Vidro, que tem seis fábricas, deverá entrar na La Seda por via de um aumento de capital da companhia catalã no valor de 150 milhões de euros
Fonte: Jornal de Negócios
Resultados eleitorais das legislativas no Concelho de Sines
O Partido Socialista foi o grande vencedor das eleições em Sines com 34% dos votos.
Resultados em Sines:
PS – 2304 votos – (34%)
CDU – 1352 votos – (19,95%)
BE – 1165 votos – (17,19%)
PSD – 1068 votos – (15,76)
CDS – 423 votos – (6,24%)
Resultados em Sines:
PS – 2304 votos – (34%)
CDU – 1352 votos – (19,95%)
BE – 1165 votos – (17,19%)
PSD – 1068 votos – (15,76)
CDS – 423 votos – (6,24%)
sexta-feira, 11 de Setembro de 2009
Adiada entrega pela CGD de 290 milhões à Artenius
As obras da fábrica da Artenius-Sines, do grupo La Seda Barcelona, estão suspensas a partir de hoje e por um mês, enquanto a empresa aguarda que a Caixa Geral de Depósitos liberte verbas de 290 milhões de euros.
"Haverá uma suspensão dos trabalhos a partir de 11 de Setembro, em princípio, até ao dia 15 de Outubro, sendo que poderão começar antes, mas este é o tempo previsto", confirmou hoje à Agência Lusa o director industrial da Artenius-Sines, Rui Toscano.
"O motivo é já do conhecimento público", disse, explicando que "tem a ver com o tempo necessário para a reorganização do grupo da empresa La Seda Barcelona". O responsável da nova unidade fabril, classificada como Projecto de Interesse Nacional (PIN), em construção no complexo industrial de Sines, assegurou que os "fundos só não foram postos à disponibilidade [pela Caixa Geral de Depósitos] porque a La Seda Barcelona está em reestruturação".
A obra, orçada em 400 milhões de euros, já comprometeu mais de metade, conforme avançou o responsável da empresa, em Sines, sendo que "150 milhões já foram pagos aos empreiteiros".
"Neste momento estão 250 milhões de euros em causa", acrescentou, explicando que da Caixa Geral de Depósitos (CGD) "falta libertar 290 milhões de euros".
Rui Toscano espera que um mês "seja o tempo realmente necessário para que se encontre a solução para prosseguir com o projecto sem interrupções", mostrando-se confiante de que "a partir do momento em que os fundos estejam libertados o projecto continuará de modo a concluir a fábrica".
A fábrica da Artenius, em Sines, tinha a entrada em laboração prevista para o início do próximo ano e, em Março, contava já com um atraso de três meses, sendo agora o atraso previsto de cerca de oito meses, devendo entrar em laboração entre o final de 2010 e o início de 2011.
A Artenius-Sines, que anunciou a criação de 150 postos de trabalho directo no início do projecto, tem actualmente o processo de admissão de trabalhadores parado, contando de momento com 30 funcionários, em "actividades inerentes à organização e manutenção".
A primeira pedra do empreendimento industrial foi lançada há um ano e meio, a 13 de Março de 2008, numa cerimónia em que o primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou que este "é um investimento para colocar Portugal na rota e no mapa da economia global do sector petroquímico".
O então ministro da Economia, Manuel Pinho, também presente na cerimónia, disse que a nova fábrica iria contribuir para atrair outros investimentos para a região, tendo lembrado que se trata de uma unidade industrial que deverá exportar cerca de "500 milhões de euros" por ano e criar cerca de "400 empregos directos e indirectos".
A Artenius-Sines tem prevista uma produção anual de 700 mil toneladas de PTA (ácido tereftálico purificado), uma matéria-prima extraída do crude utilizada para a produção de PET, que por sua vez é a base utilizada no fabrico de embalagens plásticas.
O grupo La Seda de Barcelona, detentora da Artenius-Sines, mantém actividades nas áreas de PTA, PET, Preformas, biodiesel e reciclados, sendo a nova unidade industrial de Sines a primeira unidade de produção PTA de raiz da La Seda em Portugal.
Fonte: Lusa
"Haverá uma suspensão dos trabalhos a partir de 11 de Setembro, em princípio, até ao dia 15 de Outubro, sendo que poderão começar antes, mas este é o tempo previsto", confirmou hoje à Agência Lusa o director industrial da Artenius-Sines, Rui Toscano.
"O motivo é já do conhecimento público", disse, explicando que "tem a ver com o tempo necessário para a reorganização do grupo da empresa La Seda Barcelona". O responsável da nova unidade fabril, classificada como Projecto de Interesse Nacional (PIN), em construção no complexo industrial de Sines, assegurou que os "fundos só não foram postos à disponibilidade [pela Caixa Geral de Depósitos] porque a La Seda Barcelona está em reestruturação".
A obra, orçada em 400 milhões de euros, já comprometeu mais de metade, conforme avançou o responsável da empresa, em Sines, sendo que "150 milhões já foram pagos aos empreiteiros".
"Neste momento estão 250 milhões de euros em causa", acrescentou, explicando que da Caixa Geral de Depósitos (CGD) "falta libertar 290 milhões de euros".
Rui Toscano espera que um mês "seja o tempo realmente necessário para que se encontre a solução para prosseguir com o projecto sem interrupções", mostrando-se confiante de que "a partir do momento em que os fundos estejam libertados o projecto continuará de modo a concluir a fábrica".
A fábrica da Artenius, em Sines, tinha a entrada em laboração prevista para o início do próximo ano e, em Março, contava já com um atraso de três meses, sendo agora o atraso previsto de cerca de oito meses, devendo entrar em laboração entre o final de 2010 e o início de 2011.
A Artenius-Sines, que anunciou a criação de 150 postos de trabalho directo no início do projecto, tem actualmente o processo de admissão de trabalhadores parado, contando de momento com 30 funcionários, em "actividades inerentes à organização e manutenção".
A primeira pedra do empreendimento industrial foi lançada há um ano e meio, a 13 de Março de 2008, numa cerimónia em que o primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou que este "é um investimento para colocar Portugal na rota e no mapa da economia global do sector petroquímico".
O então ministro da Economia, Manuel Pinho, também presente na cerimónia, disse que a nova fábrica iria contribuir para atrair outros investimentos para a região, tendo lembrado que se trata de uma unidade industrial que deverá exportar cerca de "500 milhões de euros" por ano e criar cerca de "400 empregos directos e indirectos".
A Artenius-Sines tem prevista uma produção anual de 700 mil toneladas de PTA (ácido tereftálico purificado), uma matéria-prima extraída do crude utilizada para a produção de PET, que por sua vez é a base utilizada no fabrico de embalagens plásticas.
O grupo La Seda de Barcelona, detentora da Artenius-Sines, mantém actividades nas áreas de PTA, PET, Preformas, biodiesel e reciclados, sendo a nova unidade industrial de Sines a primeira unidade de produção PTA de raiz da La Seda em Portugal.
Fonte: Lusa
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