Muitas pessoas perguntam, o que leva determinados indivíduos a “divorciarem-se” dos Partidos que durante vários anos suportaram as suas candidaturas aos diversos órgãos autárquicos. O que os faz levarem a abandonar projectos e ideologias com as quais concordavam antes.
Quais as suas ambições e motivações?
Se nada dura sempre, se tudo tem um fim, se à vitória sucede a derrota, porquê correr atrás do poder?
Citando Edouard Blladur: “Para conquistar o poder, é simultaneamente necessário desejá-lo e necessário que outros o saibam. O Povo vai atrás daqueles que tentam seduzi-lo e não atrás dos que fingem resignar-se a ser desejados. O poder raramente é conquistado por acaso ou por abandono dos concorrentes.
Porquê correr atrás do poder? Para se afirmar face aos outros? Pelo prazer de ser poderoso? Pelo desejo de domínio? Pela necessidade de se sentir temido e admirado, de se ver no centro dos acontecimentos, de ter peso na vida dos outros, de ter uma vida que dê a sensação de plenitude, de poder imprimir a sua marca na História? Será por isso ou será para concretizar em actos as suas ideias, ao serviço da sua comunidade?
Não é a mesma coisa. Ou bem que o poder é um fim em si mesmo, ou bem que é apenas um meio para alcançar um fim que lhe é superior. Os povos querem sentir as duas coisas em quem lhes pede os votos”.
(…) "Quem algum dia se desviou do caminho do poder? Quem, de sua inteira vontade, renunciou a ambicioná-lo? Ninguém. O poder tem encanto, nele se encontra uma realização. O poder é um prazer que se procura e uma servidão de que se gosta, a expressão de uma vontade de domínio sobre os outros e de espírito de submissão ao papel que se assumiu. Nada como inventar deveres para justificar os direitos que se pretende alcançar.
O poder não é um apostolado, contrariamente ao que pretendem os hipócritas; a satisfação de uma ambição não basta para a tornar legítima. O povo exige que o político justifique a sua acção, antes de mais com os objectivos que se propôs e, depois, com o sucesso que obteve".
segunda-feira, 20 de abril de 2009
IDALINO JOSÉ CANDIDATO À CMS
Idalino José, com lema: “Por um Projecto com Futuro” convida a População de Sines a participar no lançamento da sua candidatura à Câmara Municipal de Sines no próximo dia 23 de Abril, às 21:00 horas na Esplanada alentejana.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Sines candidata requalificação a dez milhões de euros
É um projecto ambicioso transversal à zona histórica de Sines, à falésia e à Avenida Vasco da Gama. No horizonte está a regeneração urbana orçada em 10 milhões de euros. Nesse sentido, a autarquia presidida por Manuel Coelho avançou com uma candidatura, em parceria com vários agentes locais, ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), no âmbito das Parcerias para a Regeneração Urbana.
Segundo o projecto, o objectivo é unir a zona antiga à zona mais nova da cidade, requalificando os espaços públicos, criando zonas de lazer, cultura e desporto. Se a candidatura conseguir o visto favorável, os parceiros poderão contar com uma comparticipação comunitária no valor de 55 por cento, sendo que ao lado da autarquia estão envolvidos alguns parceiros de peso, tais como a própria Universidade de Évora, o Sines Tecnopólo, a Administração do Porto de Sines, o Teatro do Mar, o Centro Cultural Emmerico Nunes, a Escola de Artes de Sines e a Associação do Comércio e Serviços do Distrito de Setúbal, tal como revelou o executivo.
De acordo com a edilidade de Sines, as zonas abrangidas constituem o espaço mais nobre e emblemático daquela cidade do Litoral Alentejano. Entre as principais novidades em carteira, com vista à ligação entre aquilo que é a "memória do Centro Histórico" e o novo elemento do desenho urbano, onde se inscreve a avenida, está a instalação de um elevador, que vai percorrer a falésia até à Avenida Vasco da Gama. Já quanto à frente marítima, as intervenções previstas vão incidir em torno do tratamento da falésia, na zona entre a descida da lota e a Rua João de Deus, fazendo ainda parte do projecto a recuperação do Jardim das Escadinhas da Praia e a reabilitação da própria avenida, que vai ser repavimentada e preparada para receber equipamentos para a restauração, lazer, feiras e eventos.
Por seu lado, segundo avançou ainda o município presidido por Manuel Coelho, a zona histórica vai ser contemplada com a recuperação de alguns edifícios considerados emblemáticos, mas que nos últimos anos acumularam alguma degradação. Entre os maiores exemplos estão o Centro Recreativo Sineense, o Centro Cultural Emmerico Nunes ou mesmo o antigo museu.
Fonte: Lusa
Segundo o projecto, o objectivo é unir a zona antiga à zona mais nova da cidade, requalificando os espaços públicos, criando zonas de lazer, cultura e desporto. Se a candidatura conseguir o visto favorável, os parceiros poderão contar com uma comparticipação comunitária no valor de 55 por cento, sendo que ao lado da autarquia estão envolvidos alguns parceiros de peso, tais como a própria Universidade de Évora, o Sines Tecnopólo, a Administração do Porto de Sines, o Teatro do Mar, o Centro Cultural Emmerico Nunes, a Escola de Artes de Sines e a Associação do Comércio e Serviços do Distrito de Setúbal, tal como revelou o executivo.
De acordo com a edilidade de Sines, as zonas abrangidas constituem o espaço mais nobre e emblemático daquela cidade do Litoral Alentejano. Entre as principais novidades em carteira, com vista à ligação entre aquilo que é a "memória do Centro Histórico" e o novo elemento do desenho urbano, onde se inscreve a avenida, está a instalação de um elevador, que vai percorrer a falésia até à Avenida Vasco da Gama. Já quanto à frente marítima, as intervenções previstas vão incidir em torno do tratamento da falésia, na zona entre a descida da lota e a Rua João de Deus, fazendo ainda parte do projecto a recuperação do Jardim das Escadinhas da Praia e a reabilitação da própria avenida, que vai ser repavimentada e preparada para receber equipamentos para a restauração, lazer, feiras e eventos.
Por seu lado, segundo avançou ainda o município presidido por Manuel Coelho, a zona histórica vai ser contemplada com a recuperação de alguns edifícios considerados emblemáticos, mas que nos últimos anos acumularam alguma degradação. Entre os maiores exemplos estão o Centro Recreativo Sineense, o Centro Cultural Emmerico Nunes ou mesmo o antigo museu.
Fonte: Lusa
terça-feira, 7 de abril de 2009
O que quer Cavaco?
Presidente da República não se pode limitar ao diagnóstico e em época de crise, Cavaco Silva alerta que o momento é de concentração de esforços contra temas fracturantes e sai em defesa das gerações mais novas, ou seja, os que ainda não podem votar” (…)
Cavaco Silva quererá criar mais instabilidade política no País?
Ajudar a oposição (PSD), sem rumo, sem ideias?
Afinal o que quer Cavaco?
O Artigo assinado por Camilo Lourenço no Jornal de Negócios diz:
“Na situação que o País atravessa, o Presidente da República não pode limitar-se ao diagnóstico”. A frase consta do prefácio de “Roteiros III”, o livro com que Cavaco inicia o terceiro ano do seu mandato. Levanta duas interrogações: as divergências com o Governo são piores do que se pensava? São; o que quer o presidente? Não é claro. Porque não esclarece o que significa “não pode limitar-se ao diagnóstico”. É a execução? Não faz sentido: segundo a Constituição quem governa é… o Governo. É a “partilha de rumo” (leia-se soluções) com o executivo?
Se Cavaco quer forçar a mão ao Governo (como sugere outra frase do livro: “Não temos o direito de deixar aos nossos filhos, e aos filhos deles, um passivo que tenham dificuldades em suportar, condenando-os a um nível de vida inferior ao que os nossos pais proporcionaram”) devia ser mais claro. Mesmo arriscando um conflito institucional: o País precisa de um Presidente vigilante (até porque a oposição é o que se vê). Mas isso é diferente de deixar no ar expressões/ideias que não têm sustentação no quadro constitucional (que embora inspirado no semipresidencialista francês diferente dele). Alimentar instabilidade política quando o País já tem sarna para se coçar não ajuda”.
“Desde os tempos antigos,
O Guerreiro Experiente
Primeiro garante
A sua própria
Invulnerabilidade;
Depois espera pela
Vulnerabilidade
Do inimigo”.
A Arte da Guerra de SUN TZU
Cavaco Silva quererá criar mais instabilidade política no País?
Ajudar a oposição (PSD), sem rumo, sem ideias?
Afinal o que quer Cavaco?
O Artigo assinado por Camilo Lourenço no Jornal de Negócios diz:
“Na situação que o País atravessa, o Presidente da República não pode limitar-se ao diagnóstico”. A frase consta do prefácio de “Roteiros III”, o livro com que Cavaco inicia o terceiro ano do seu mandato. Levanta duas interrogações: as divergências com o Governo são piores do que se pensava? São; o que quer o presidente? Não é claro. Porque não esclarece o que significa “não pode limitar-se ao diagnóstico”. É a execução? Não faz sentido: segundo a Constituição quem governa é… o Governo. É a “partilha de rumo” (leia-se soluções) com o executivo?
Se Cavaco quer forçar a mão ao Governo (como sugere outra frase do livro: “Não temos o direito de deixar aos nossos filhos, e aos filhos deles, um passivo que tenham dificuldades em suportar, condenando-os a um nível de vida inferior ao que os nossos pais proporcionaram”) devia ser mais claro. Mesmo arriscando um conflito institucional: o País precisa de um Presidente vigilante (até porque a oposição é o que se vê). Mas isso é diferente de deixar no ar expressões/ideias que não têm sustentação no quadro constitucional (que embora inspirado no semipresidencialista francês diferente dele). Alimentar instabilidade política quando o País já tem sarna para se coçar não ajuda”.
“Desde os tempos antigos,
O Guerreiro Experiente
Primeiro garante
A sua própria
Invulnerabilidade;
Depois espera pela
Vulnerabilidade
Do inimigo”.
A Arte da Guerra de SUN TZU
segunda-feira, 30 de março de 2009
Falsos independentes nas autarquias
Falsos independentes e, a esses, devemos também acrescentar os indivíduos que pertencentes a esses mesmos partidos que não conseguindo suportar as diferenças de opinião, e devido ao seu narcisismo e ávidos de poder se comportam por vezes como “prostitutos da política”.
“A s próximas eleições autárquicas vão ficar marcadas por uma vaga de candidatos contra os partidos em que fizeram "carreira". Há até quem defenda que este fenómeno representa o princípio do fim da partidocracia nas autarquias. Não deixa de ser curioso que os partidos que abriram a porta a candidaturas independentes às câmaras sejam agora as vítimas desta recente realidade.
À excepção do CDS/PP ou Bloco de Esquerda, cuja existência autárquica é residual, todas as restantes forças partidárias foram apanhadas nesta malha. A incapacidade que os partidos têm revelado para se renovarem, e as disputas intestinas pelos poderes internos têm contribuído para o nascimento dos falsos independentes. Isto é, tal como aconteceu com Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro ou Isaltino Morais, hoje Narciso Miranda em Matosinhos, Defensor Moura em Viana do Castelo, José António Silva em Leiria ou Manuel Coelho em Sines só admitem avançar como independentes porque PS, PSD e PCP os rejeitaram".
Fonte: DN
“A s próximas eleições autárquicas vão ficar marcadas por uma vaga de candidatos contra os partidos em que fizeram "carreira". Há até quem defenda que este fenómeno representa o princípio do fim da partidocracia nas autarquias. Não deixa de ser curioso que os partidos que abriram a porta a candidaturas independentes às câmaras sejam agora as vítimas desta recente realidade.
À excepção do CDS/PP ou Bloco de Esquerda, cuja existência autárquica é residual, todas as restantes forças partidárias foram apanhadas nesta malha. A incapacidade que os partidos têm revelado para se renovarem, e as disputas intestinas pelos poderes internos têm contribuído para o nascimento dos falsos independentes. Isto é, tal como aconteceu com Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro ou Isaltino Morais, hoje Narciso Miranda em Matosinhos, Defensor Moura em Viana do Castelo, José António Silva em Leiria ou Manuel Coelho em Sines só admitem avançar como independentes porque PS, PSD e PCP os rejeitaram".
Fonte: DN
Que se entende por politica?
O conceito é muito amplo e abrange todo o género de actividade directiva autónoma. Toda a gente fala da política seja ela de um banco, associação ou clube de futebol, da política de um sindicato numa greve como a dos professores, até da política de uma mulher astuta, que procura controlar o seu marido. Enfim como estamos a entrar para o inicio de três actos eleitorais vamos nós definir a política para o Poder do Estado, seja ela para as Europeias, Governo Nacional ou Autárquico, e por principio os seus executantes, os “Políticos”.
A política faz-se com a cabeça, não com outras partes do corpo ou da alma. E, todavia, a entrega a uma causa só pode nascer e alimentar-se da paixão, se houver de ser uma acção genuinamente humana, e não um frívolo jogo intelectual. Só o hábito da distância em todos os sentidos da palavra torna possível a enérgica domação da alma, que caracteriza o politico “esterilmente Agitado”. A “força” de uma “personalidade política” significa, em primeiro lugar, a posse destas qualidades.
O político tem, por isso de vencer, dia a dia e hora a hora, um inimigo muito trivial e demasiado humano: a muito comum vaidade, inimiga mortal de toda a entrega a uma causa e de toda a distância; neste caso, da distância perante si mesmo.
A vaidade é uma qualidade muito difundida, e talvez ninguém dela se veja livre. Nos círculos académicos e científicos, é uma espécie de doença profissional. Mas, no homem de ciência, por mais antipática que ela se possa manifestar, a vaidade é relativamente inócua, no sentido de que, em geral, não estorva o trabalho científico. De todo diferentes são os seus resultados no político. Este utiliza como instrumento inevitável a ânsia de poder. O “instinto de poder”- como se costuma chamar – encontra-se assim, de facto, entre as suas qualidades normais. O pecado contra o Espírito Santo da sua profissão começa no momento em que a ânsia de poder deixa de ser positiva e, em vez de estar exclusivamente ao serviço da “CAUSA”, se torna objecto da pura embriaguez pessoal. Em última analise, há apenas dois pecados mortais no campo da política: A ausência de finalidades objectivas e – muitas vezes, embora não sempre, a ela idêntica – a irresponsabilidade.
A vaidade, e a necessidade de aparecer em primeiro plano sempre que possível, é oque mais induz o político a cometer um destes pecados ou ambos ao mesmo tempo. E tanto mais quanto o demagogo é impelido a ter em conta o “efeito”; por isso, corre sempre o risco ou de se transformar num comediante ou de não tomar a sério a responsabilidade que, pelas consequências dos seus actos, lhe incube e de se preocupar só pela “impressão que faz”. A sua ausência de finalidade objectiva inclina-o a buscar a aparência brilhante do poder em vez do poder real; a sua irresponsabilidade leva-o a gozar do poder pelo poder, sem finalidade intrínseca. Embora o poder seja o meio evidente da política, ou antes, justamente porque o é, e a ânsia de poder é assim uma das forças que a impele, não há deformação mais perniciosa da força política do que a fanfarronice de um arrivista com poder ou a vaidosa auto-complacência no sentimento de poder, em suma, toda a adoração do poder puro enquanto tal. O simples “político de poder”, que também entre nós é objecto de um culto fervoroso, pode talvez agir energicamente, mas de facto, actua no vazio e no contra-senso. Nisto têm toda a razão os críticos da “política de poder”. No súbito colapso interno de alguns representantes típicos desta posição anímica, podemos comprovar debilidade interior e quanta impotência se oculta por traz destes gestos, ostentosos, mas totalmente vazios.
Pode dizer-se que são três as qualidades decisivamente importantes para o político: Paixão, Sentido de Responsabilidade e Mesura. Paixão no sentido de positividade, de entrega apaixonada a uma “CAUSA”.
George Simmel, costumava designar por “excitação estéril” própria de um determinado tipo de intelectuais que desempenha (e outros tentam desempenhar) um grande papel entre os nossos intelectuais neste carnaval a que se dá, para embelezar, o orgulhoso nome de “Revolução”: Um “romantismo do intelectualmente interessante” em direcção ao vazio e sem qualquer sentido de responsabilidade objectivo. Pois, nem tudo fica resolvido com simples paixão, apesar de sinceramente sentida. Ela não transforma um homem em político, se não estiver ao serviço de uma “CAUSA” e não fizer da responsabilidade para com essa causa a estrela decisiva que orienta a acção. Para tal requer-se e esta é a qualidade psicológica decisiva do político – MESURA, a capacidade de deixar que a realidade actue sobre si com recolhimento e tranquilidade interiores, isto é a distância em relação aos homens e às coisas. A “ausência de distância” é, enquanto tal, um dos pecados mortais de todo o político e uma daquelas qualidades cujo esquecimento condenará á impotência política a nossa actual geração de intelectuais o problema é justamente este: Como conseguir reunir na mesma alma a paixão ardente e o sentido calculado das proporções.
A política faz-se com a cabeça, não com outras partes do corpo ou da alma. E, todavia, a entrega a uma causa só pode nascer e alimentar-se da paixão, se houver de ser uma acção genuinamente humana, e não um frívolo jogo intelectual. Só o hábito da distância em todos os sentidos da palavra torna possível a enérgica domação da alma, que caracteriza o politico “esterilmente Agitado”. A “força” de uma “personalidade política” significa, em primeiro lugar, a posse destas qualidades.
O político tem, por isso de vencer, dia a dia e hora a hora, um inimigo muito trivial e demasiado humano: a muito comum vaidade, inimiga mortal de toda a entrega a uma causa e de toda a distância; neste caso, da distância perante si mesmo.
A vaidade é uma qualidade muito difundida, e talvez ninguém dela se veja livre. Nos círculos académicos e científicos, é uma espécie de doença profissional. Mas, no homem de ciência, por mais antipática que ela se possa manifestar, a vaidade é relativamente inócua, no sentido de que, em geral, não estorva o trabalho científico. De todo diferentes são os seus resultados no político. Este utiliza como instrumento inevitável a ânsia de poder. O “instinto de poder”- como se costuma chamar – encontra-se assim, de facto, entre as suas qualidades normais. O pecado contra o Espírito Santo da sua profissão começa no momento em que a ânsia de poder deixa de ser positiva e, em vez de estar exclusivamente ao serviço da “CAUSA”, se torna objecto da pura embriaguez pessoal. Em última analise, há apenas dois pecados mortais no campo da política: A ausência de finalidades objectivas e – muitas vezes, embora não sempre, a ela idêntica – a irresponsabilidade.
A vaidade, e a necessidade de aparecer em primeiro plano sempre que possível, é oque mais induz o político a cometer um destes pecados ou ambos ao mesmo tempo. E tanto mais quanto o demagogo é impelido a ter em conta o “efeito”; por isso, corre sempre o risco ou de se transformar num comediante ou de não tomar a sério a responsabilidade que, pelas consequências dos seus actos, lhe incube e de se preocupar só pela “impressão que faz”. A sua ausência de finalidade objectiva inclina-o a buscar a aparência brilhante do poder em vez do poder real; a sua irresponsabilidade leva-o a gozar do poder pelo poder, sem finalidade intrínseca. Embora o poder seja o meio evidente da política, ou antes, justamente porque o é, e a ânsia de poder é assim uma das forças que a impele, não há deformação mais perniciosa da força política do que a fanfarronice de um arrivista com poder ou a vaidosa auto-complacência no sentimento de poder, em suma, toda a adoração do poder puro enquanto tal. O simples “político de poder”, que também entre nós é objecto de um culto fervoroso, pode talvez agir energicamente, mas de facto, actua no vazio e no contra-senso. Nisto têm toda a razão os críticos da “política de poder”. No súbito colapso interno de alguns representantes típicos desta posição anímica, podemos comprovar debilidade interior e quanta impotência se oculta por traz destes gestos, ostentosos, mas totalmente vazios.
Pode dizer-se que são três as qualidades decisivamente importantes para o político: Paixão, Sentido de Responsabilidade e Mesura. Paixão no sentido de positividade, de entrega apaixonada a uma “CAUSA”.
George Simmel, costumava designar por “excitação estéril” própria de um determinado tipo de intelectuais que desempenha (e outros tentam desempenhar) um grande papel entre os nossos intelectuais neste carnaval a que se dá, para embelezar, o orgulhoso nome de “Revolução”: Um “romantismo do intelectualmente interessante” em direcção ao vazio e sem qualquer sentido de responsabilidade objectivo. Pois, nem tudo fica resolvido com simples paixão, apesar de sinceramente sentida. Ela não transforma um homem em político, se não estiver ao serviço de uma “CAUSA” e não fizer da responsabilidade para com essa causa a estrela decisiva que orienta a acção. Para tal requer-se e esta é a qualidade psicológica decisiva do político – MESURA, a capacidade de deixar que a realidade actue sobre si com recolhimento e tranquilidade interiores, isto é a distância em relação aos homens e às coisas. A “ausência de distância” é, enquanto tal, um dos pecados mortais de todo o político e uma daquelas qualidades cujo esquecimento condenará á impotência política a nossa actual geração de intelectuais o problema é justamente este: Como conseguir reunir na mesma alma a paixão ardente e o sentido calculado das proporções.
sábado, 28 de março de 2009
Apagar a luz para combater o aquecimento global
Iniciativa internacional da WWF mobiliza sete cidades portuguesas e três mil em todo o mundoToda a gente sabe que isto não vai salvar o mundo. Mas, um pouco por todo o país, muitas luzes vão ser apagadas hoje durante uma hora, a partir das 20h30, numa mensagem simbólica de que é preciso fazer mais para combater o aquecimento global. Monumentos nacionais como a Torre de Belém, marcos da paisagem urbana como a Ponte 25 de Abril, edifícios públicos, casas particulares estarão às escuras, na terceira edição da Hora do Planeta - uma campanha lançada em 2007 pela organização ambientalista internacional WWF.Pelo menos sete cidades portuguesas aderiram: Lisboa, Tomar, Águeda, Vila Nova de Famalicão, Funchal, Almeirim e Guimarães. Cada uma comprometeu-se não só a apagar algumas luzes sob sua jurisdição como também a divulgar a campanha junto dos seus munícipes. Em Lisboa, há um ecoconcerto do músico André Sardet, no Jardim da Torre de Belém.Ângela Morgado, porta-voz da WWF em Portugal, estima que 500 mil pessoas no país vão participar de alguma forma na Hora do Planeta. Em todo o mundo, a WWF conta com quase três mil cidades aderentes - o triplo da meta prevista -, envolvendo potencialmente mil milhões de pessoas. A Hora do Planeta nasceu em Sydney, na Austrália, em 2007. No ano passado, a ideia e mobilizou 50 milhões de pessoas em todo o mundo.Este ano, disseminou-se ainda mais - em parte com o contributo de redes sociais na Internet, como o Facebook e o Twitter. Entre 17 e 26 de Março, só em Portugal, a WWF contou 9000 referências do evento em blogues e websites nacionais.Com a Hora do Planeta, a WWF lança mais um alerta para a necessidade de se controlar o consumo energético, num ano em que as Nações Unidas discutem os detalhes de um novo tratado climático. "Este é um ano crítico", afirma Paolo Lombardi, director do WWF. Até o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou à participação dos cidadãos, dizendo que esta é uma forma de se enviar um sinal claro aos governos. Em Portugal, o WWF diz ter recebido uma mensagem de apoio do primeiro-ministro, José Sócrates.A ideia também agradou a empresas. Os hotéis Sheraton de Lisboa e do Porto vão adoptar algumas medidas, como desligar um elevador e reduzir a iluminação. A rede de hotéis Real também terá acções semelhantes.Um detalhe, porém, pode atrapalhar: na hora de apagar as luzes, milhões de portugueses estarão a ver a selecção nacional de futebol a jogar contra Suécia.
Fonte: Publico
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