terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Alteração na distribuição de água

Não sei se deva ficar mais preocupado com o conteúdo do comunicado que fala sobre um problema de qualidade da água, que abastece a cidade, e que refere, para a provável existência de hidrocarbonetos em algumas captações de água da câmara de Sines, se pela ausência de uma informação mais detalhada sobre a qualidade da água, e a sua implicação em termos de saúde pública na população de Sines.

Teor do comunicado:
O presidente da Câmara Municipal de Sines, Dr. Manuel Coelho, e a delegada de saúde de Sines, Fernanda Santos, emitiram, dia 22 de Dezembro de 2008, um comunicado à população sobre alterações no abastecimento de água à cidade. O seu conteúdo integral é o seguinte:"A Câmara Municipal de Sines e a Autoridade de Saúde do Concelho de Sines informam que o abastecimento de água a Sines terá alterações desde hoje, passando a fazer-se a partir de água adquirida à empresa Águas de Santo André.
Esta alteração prende-se com a provável existência de valores inadequados de hidrocarbonetos nalgumas captações de água da Câmara Municipal de Sines, que estão a ser investigados e monitorizados, e irá manter-se até completo conhecimento e resolução do problema.
Em resultado do fornecimento a partir de Santo André, serão sentidas alterações no odor normal da água, que não correspondem a alterações da qualidade.

A CMS e a Autoridade de Saúde manterão a população informada a todo o tempo sobre o evoluir da situação."

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

AS CRÍTICAS E A CRISE

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Este artigo, vem em resposta a muita boa gente da nossa praça, que fala e critica tudo sem saber dos assuntos em causa mas que é moda dizer mal.

Artigo de opinião do Professor universitário, João César das Neves.

“ O deputado Manuel Alegre não ficará zangado se eu disser que, tal como Fernando Pessoa, ele não percebe nada de finanças (sobre Aquele que o poeta acusou de ignorância, podemos dizer que Pessoa não percebe nada de Jesus Cristo). Mas outros deputados da oposição, com mais obrigação técnica, têm alinhado nas críticas às autoridades financeiras. Da supervisão do Banco de Portugal à salvação do BPN e BPP, o poder está sob fogo por causa dos bancos. Estas opiniões têm problemas de forma e conteúdo.Formalmente, as críticas, mesmo com razão, deviam ser omitidas. Numa ameaça de colapso financeiro o melhor é calar e, a dizer algo, só promover calma e confiança. Acusar as autoridades e atacar quem cuida do sistema é perigoso nestas circunstâncias. Como nas montanhas no Inverno, gritar pode gerar uma avalanche.Quando a 6 de Outubro passado, no mais fundo do pânico, o ministro das Finanças garantiu a totalidade dos depósitos portugueses, não interessava indagar dos fundos que o suportavam. As poupanças estavam em risco apenas por causa do alarme e a garantia do ministro bastava para o curar. Minar a confiança é fomentar o colapso.Quanto ao conteúdo, terão as críticas razão? Elas nascem de dois motivos, um melhor que outro. A justificação principal de irritação vem de, após a fase das garantias, se passar à injecção efectiva de fundos. Ver dinheiro de impostos na banca dos ricos enfurece qualquer um. Mas aqui é bom perceber alguma coisa de finanças, porque as coisas raramente são o que parecem.A razão verdadeira destas intervenções nada tem a ver com os ricos. Se o sistema financeiro vier abaixo, quem mais sofre, como sempre, são os pobres. Pode dizer-se que um pequeno banco de gestão de fortunas não arrisca o sistema. Mas quem põe as mãos no fogo? Na América deixou-se falir o Lehman Brothers porque não tinha risco sistémico, e afinal teve. Como disse o ministro das Finanças sobre o BPP, nestas coisas "é preferível fazer de mais do que de menos".Além disso, afirmou o Banco de Portugal no comunicado de 1 de Dezembro, "o apoio financeiro destina-se a permitir que o BPP possa fazer face a responsabilidades do passivo do balanço do banco perante depositantes e demais credores". Não é apoiar fortunas e investidores, mas depositantes e fornecedores.Acima de tudo, este dinheiro não vem de impostos nem é dádiva. Quando se envolvem fundos públicos (e no caso do BPP o dinheiro vem de seis bancos, com o Estado dando só garantia), eles provêm de dívida ou injecção monetária. Dado que a crise paralisou o crédito e secou a liquidez, a acção das autoridades actua precisamente nesses meios, reactivando os mercados.Além disso, trata-se sempre de um investimento com o qual o Estado até pode vir a ter lucros. A dificuldade pontual dos bancos está na falta de dinheiro para pagamentos, apesar de terem activos interessantes que a crise desvalorizou (se não houver fraudes graves como no BPN). Logo que as coisas acalmam, o Estado vende os valores que recebeu em troca da ajuda, arrecadando a respectiva mais-valia. Assim, estas intervenções nada têm a ver com impostos ou benefícios a ricos.A segunda razão para as críticas é muito mais razoável. A história antiga e o estado da justiça indicam que no fim não se vão castigar os culpados. Para lá da crise internacional existem sem dúvida fortes responsabilidades internas. São claros os sinais de incúria, favorecimento, corrupção e crimes graves. Se agora é bom não agitar as águas, é importante que comecem as investigações sérias e cuidadosas.Dificilmente a supervisão do Banco de Portugal sairá sem censuras. Casos sérios, sem relação com a crise, passaram despercebidos aos responsáveis apesar de patentes durante anos. Se a fiscalização monetária não detecta fraude financeira encoberta, terá de haver condenados na investigação policial. E muitos. Ao menos percam a camisa e não beneficiem dos roubos.Aqui não há grandes esperanças. No campo da política e justiça, o poeta continua com razão: "Ó Portugal, hoje és nevoeiro..."
Fonte:DN

sábado, 13 de dezembro de 2008

Galp inicia conversão da refinaria de Sines


A Galp Energia lançou este sábado o Projecto de Conversão e da Melhoria da Eficiência Energética da Refinaria de Sines, com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, e do ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, num mega-investimento.
O projecto prevê a construção de uma nova unidade de hidrocraqueamento de gasóleo pesado (Hydrocracker) para a produção de gasóleo e jet fuel (combustível para aviões).
Para além desta unidade principal, serão construídas também uma unidade de Steam Reformer para produção de hidrogénio e uma unidade de recuperação de enxofre dos gases produzidos, ambos necessários para o funcionamento do Hydrocracker.
No período mais intenso de construção prevê-se que estejam a trabalhar, na Refinaria de Sines, cerca de 3.660 pessoas, sendo que, após a conclusão do projecto, a Galp Energia prevê criar cerca de 100 novos postos de trabalho. Estima-se ainda que ao nível de subcontratação sejam necessários cerca de 100 novos trabalhadores com formação especializada na área da manutenção industrial.




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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Centro de Emprego de Sines vai ter novas instalações

O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) chegou a acordo com a Caixa Geral de Depósitos (CGD) para a compra de um imóvel onde irá funcionar as futuras instalações do IEFP de Sines. Oficializou ontem o entendimento com a assinatura, da escritura pública nas agora futuras instalações. O imóvel, situado nas antigas instalações do Banco Nacional Ultramarino (BNU), na rua Marquês de Pombal, custou aos cofres do IEFP cerca de 800 mil euros. Ao dispor do IEFP de Sines vão estar a subcave do edifício, o rés-do-chão, primeiro andar e parte do segundo andar. O espaço ira sofrer profundas alterações para uma melhor funcionalidade.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A Escola

Um bom artigo de opinião de Fernanda Câncio no Jornal DN sobre a escola, modelo de avaliação, professores e alunos
Cujo titulo “Gostar dos Miúdos”

"Passei umas boas duas horas a falar com ela. Gostei da conversa. Acho que ela também. Falou sem a prioris, sem querer saber de que lado eu estava - mesmo que suspeitasse de que tinha "um lado". Depois do texto - um perfil - publicado, teve a amabilidade de ligar para dizer que se revia. Perguntei-lhe o que tinha achado da manifestação. Ela devolveu a pergunta.A manifestação, é incontroverso, foi um êxito. 120 mil pessoas na rua é uma grande manifestação. Não disse o resto. Não disse que quando no dia 8 de Novembro passei na Avenida da Liberdade e ouvi as palavras de ordem pensei nela. Do que acharia de "categoria só há uma, a de professor e mais nenhuma", e de "aposentação antes do caixão". Pensei se ela, Maria do Rosário Gama, presidente do Conselho Executivo da Escola Infanta D. Maria, de Coimbra, a tal que nos célebres rankings (que desvaloriza) é a primeira das públicas, gritaria aquilo com os outros. Ela que me disse que se tinha dessindicalizado por achar que os sindicatos do sector "só falavam de salários" e me certificou ter durante anos repetido "vamos pagar caro o laxismo e a degradação da imagem do professor". Ela que reconhece ser mais tempo de permanência obrigatório na escola "uma boa medida - havia quem desse 12 horas por semana e fosse para casa" -, que há professores melhores que outros e que "é preciso gostar dos miúdos". Rosário Gama, para quem "gostar dos miúdos" parece ser a qualidade essencial de um professor, é "contra este modelo de avaliação" porque o acha "injusto". E o novo estatuto do docente, diz, tirou-lhe de tal modo a vontade de continuar a fazer o que escolheu como profissão e paixão que pediu a reforma. Porque está revoltada e magoada, engrossou a manifestação em que uma das principais palavras de ordem nega a necessidade de avaliação e de estratificação que a avaliação implica - afinal, a necessidade de justiça profissional. Uma palavra de ordem que envergonha qualquer professor que defenda a dignificação da profissão e a qualidade da escola, e que dá dos professores a imagem de uma corporação inamovível e em fúria. Uma corporação que usa argumentos no mínimo duvidosos para refutar a avaliação proposta - como "ser injusto professores mais novos avaliarem colegas mais velhos", ou "colegas não podem avaliar colegas" - demonstrando que viveu até agora, e deseja continuar a viver, num mundo à parte. Uma corporação que decidiu "mandar abaixo a ministra" e que por esse objectivo está disposta a tudo - a fazer greves e manifestações umas atrás das outras, a aplaudir crianças que protestam não sabem porquê e atiram ovos a não sabem quem, a cumular de insultos quem quer que discorde dela. Uma corporação que engoliu os professores e reduz tudo a vai ou racha. E que, malgrado incluir muitas Rosários Gama, esqueceu que não serve para nada se não servir para ensinar - e que "gostar dos miúdos" não é compatível com transformar a escola num campo de batalha".
Fonte: DN

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Pensamento do dia

O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas. (Willian George Ward)

“Corredor de Desenvolvimento”


A Administração do Porto de Sines (APS) acaba de celebrar um protocolo de cooperação com o "Corredor de Desenvolvimento do Norte, SARL", entidade responsável pela Gestão do Porto de Nacala, em Moçambique, cuja delegação que se deslocou ao Litoral Alentejano foi constituída por Fernando Couto, administrador, Agostinho Langa, director executivo do porto de Nacala, Manuel Macopa, director executivo da ferrovia, Sérgio Paunde e Leonilde Bazar, respectivamente, director dos Recursos Humanos e assessora jurídica daquela empresa moçambicana.
Segundo a APS, o documento rubricado pelas duas entidades contempla um conjunto de áreas de cooperação, tendo sido dada prioridade ao intercâmbio de informação técnica e à transferência de tecnologia, incluindo acções de melhoramento dos sistemas do Porto de Nacala, bem como à realização de estágios de carácter técnico. O primeiro dos estágios já está mesmo a decorrer, sendo frequentado por uma jurista moçambicana no Porto de Sines.
Para o Porto de Sines, o Corredor de Desenvolvimento do Norte de Moçambique "assume uma elevada importância estratégica para o desenvolvimento do País e para toda a zona de África onde se insere, tendo como pilares o Porto de Nacala e os sistemas Ferroviários do Norte de Moçambique e do Malawi."
Por outro lado, o Porto de Nacala é, de forma idêntica a Sines, um porto de águas profundas, através do qual se movimenta, na sua área de abrangência, um vasto conjunto de produtos, destacando-se o chá, o milho, o tabaco, o trigo e o açúcar, a produção de madeira para exportação, a indústria da pesca e recursos minerais que incluem ferro e seus derivados, carvão e mármore.
"Este Protocolo constitui uma acção da maior importância para o estreitamento de relações entre o Porto de Sines e uma das zonas de maior potencial de desenvolvimento de Moçambique, na qual o Porto de Nacala assume um papel fulcral e dinamizador do potencial de desenvolvimento para o Norte de Moçambique", acrescenta a APS.
Fonte: Lusa